Novo ministro da saúde pode cortar medicamentos para HIV

O futuro ministro da Saúde do Brasil Luiz Henrique Mandetta disse que tem ressalvas quanto a como combatemos a epidemia de HIV. Ele afirmou não acreditar na efetividade das campanhas contra DST.

Desde 1996, a rede pública distribui medicamentos de graça para quem possui HIV. Uma estratégia elogiada mundialmente. Bolsonaro já declarou a imprensa que o novo ministro vai ter que “tapar os ralos e economizar recursos“, existe o medo de que isso possa cortar a medicação que hoje é de graça.

Pessoas que se tratam e têm carga viral indetectável não transmitem o vírus.

Para o futuro ministro, conversas sobre sexualidade e DSTs deve ser tratadas dentro de casa e não em escolas ou unidades básicas de saúde. As previsões do novo ministro pode prejudicar as campanhas de prevenção.

— Sexualidade é uma questão para tratar dentro de casa — afirmou, ao ser perguntado sobre campanhas de prevenção em escolas e unidades de saúde.

Números recentes no Brasil mostram que casos de HIV crescem no país, em contramão da tendência mundial.

As declarações de Mandetta se juntam as de Bolsonaro em 2010 onde afirma que o estado não deve pagar medicamentos antirretrovirais para quem precisa. “O pessoal vive na vida mundana e depois vem querer cobrar do poder público um tratamento que é caro” disse ao programa CQC, em 2010.

As declarações provocaram reações de especialistas e infectologistas. Segundo o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ronald Ferreira, as opiniões do novo ministro soam um alerta: 

— Elas podem indicar mudanças na política de distribuição de medicamentos e na realização de campanhas de prevenção, duas áreas nas quais a atuação do ministério é fundamental.

Fontes

Desafio para novo governo, políticas de combate ao HIV preocupam especialistas

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